ANTT revisa piso mínimo do frete: o que muda para caminhoneiros e empresas
A ANTT começou a receber contribuições para atualizar os custos usados no cálculo do frete rodoviário; prazo termina em 26 de agosto.
20 de agosto de 2026, 17:50·Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou um processo de revisão do piso mínimo do frete rodoviário, um tema que gera grande expectativa entre caminhoneiros e empresas de transporte. A revisão começou com a abertura de um período para contribuições, que se estenderá até o dia 26 de agosto. Essa atualização é fundamental para adequar os valores aos custos reais do setor, que têm sofrido variações significativas nos últimos anos devido a fatores como o aumento dos combustíveis, manutenção de veículos e outros insumos necessários para a operação.
Historicamente, o piso mínimo do frete é uma ferramenta criada para garantir que os caminhoneiros recebam um valor justo pelo serviço prestado, evitando a precarização da profissão e assegurando a sustentabilidade econômica dos transportadores. A revisão do piso mínimo está sendo realizada em um contexto de inflação alta e aumento dos custos operacionais, o que torna a discussão ainda mais relevante. A ANTT busca ouvir os diversos atores do setor, incluindo caminhoneiros autônomos, empresas de transporte e representantes de associações, para que o novo cálculo reflita a realidade do mercado.
Os custos que influenciam diretamente no cálculo do frete incluem não apenas o preço do diesel, mas também a depreciação dos veículos, os custos com pedágios, seguros e até mesmo a mão de obra. Portanto, a atualização deve considerar todos esses fatores para que o novo piso mínimo seja viável e justo. Além disso, a ANTT também deve levar em conta as particularidades de diferentes regiões do Brasil, onde os custos podem variar bastante.
A expectativa é que, com a nova tabela de fretes, haja um equilíbrio maior nas relações comerciais entre caminhoneiros e empresas de transporte, além de uma melhoria nas condições de trabalho dos motoristas. A revisão do piso mínimo é vista como uma oportunidade para corrigir distorções que podem ter surgido ao longo do tempo e que afetam a competitividade do setor.
Os próximos passos incluem a análise das contribuições recebidas durante o período de consulta pública e a elaboração de uma nova tabela que será submetida à aprovação da ANTT. O impacto dessa revisão será monitorado de perto, uma vez que poderá influenciar não apenas o setor de transporte, mas também a cadeia de suprimentos como um todo, afetando preços e a logística de distribuição de mercadorias em diversas áreas da economia. Portanto, todos os envolvidos devem estar atentos às mudanças que podem ocorrer nos próximos meses.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#custos de transporte#transporte rodoviário#frete#ANTT#Caminhoneiros
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