Capacidade de frete da China para a Europa cai quase 30%
A capacidade de frete entre a China e a Europa caiu quase 30% devido à redução nas importações de e-commerce, impactando a logística e o comércio.
25 de agosto de 2026, 15:37·Reino Unido

A capacidade de frete de cargas entre a China e a Europa sofreu uma queda significativa de quase 30% desde junho, conforme revelam novos dados da Rotate. Essa diminuição está diretamente ligada à redução das importações de e-commerce para a Europa, que registraram uma queda de 24% em julho em comparação a junho. Esse cenário se intensificou após a implementação, em 1º de julho, de um imposto alfandegário de €3 sobre pacotes de baixo valor importados para a União Europeia, medida que visou aumentar a arrecadação fiscal e regular o fluxo de mercadorias de baixo custo.
A introdução deste imposto teve um impacto imediato nas operações logísticas, especialmente para os comerciantes que dependem de envios diretos da China para atender à demanda europeia. Com o aumento dos custos de importação, muitos varejistas online estão repensando suas estratégias de preços e logística, o que pode levar a uma diminuição ainda maior na demanda por fretes aéreos. Além disso, a queda na capacidade de frete pode resultar em atrasos nas entregas e na disponibilidade de produtos, o que pode afetar a experiência do consumidor e as vendas no e-commerce.
Os dados indicam que a capacidade de carga aérea entre a China e a Europa é um termômetro importante para o comércio eletrônico, e a diminuição na capacidade pode sinalizar uma desaceleração econômica mais ampla. As empresas de logística estão se adaptando a este novo cenário, buscando alternativas para otimizar suas operações e minimizar custos. Algumas estão explorando rotas marítimas, que, embora mais lentas, podem ser mais econômicas em um ambiente de custos crescentes.
Além disso, a situação atual levanta questões sobre a sustentabilidade das operações logísticas. Com a pressão para reduzir custos e melhorar a eficiência, muitas empresas estão investindo em tecnologia para otimizar suas cadeias de suprimentos. Isso inclui a adoção de sistemas de gerenciamento de transporte (TMS) e automação, que podem ajudar a melhorar a visibilidade e o controle sobre as operações de frete.
A perspectiva para os próximos meses é de que as empresas precisarão se adaptar a um ambiente de frete mais desafiador, onde a capacidade pode continuar a flutuar em resposta a mudanças nas políticas alfandegárias e na demanda do consumidor. A inovação e a eficiência operacional serão cruciais para que as empresas consigam navegar por essas águas turbulentas e manter sua competitividade no mercado.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Air Cargo News.
Ler matéria original em Air Cargo News →#logística#E-commerce#frete#importação#China#Europa
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