CEOs estariam dispostos a pagar mais por resiliência na cadeia de suprimentos
Mais de 80% dos CEOs nos EUA acreditam que até 20% de sua receita estaria em risco se seus três principais fornecedores enfrentassem interrupções.
07 de agosto de 2026, 12:37·Estados Unidos

A crescente complexidade e os riscos associados à cadeia de suprimentos têm gerado preocupações significativas entre os CEOs, especialmente em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, riscos cibernéticos e inovações tecnológicas. Um estudo recente da consultoria Proxima revelou que mais de 80% dos CEOs baseados nos Estados Unidos acreditam que até 20% de sua receita estaria em risco se seus três principais fornecedores enfrentassem uma interrupção de duas semanas. Para muitos, essa porcentagem poderia chegar a até 40% da receita, caso ocorressem problemas com esses fornecedores críticos.
A pesquisa, que envolveu mais de 500 CEOs de empresas que geram mais de 500 milhões de dólares em receita anual, destaca a disposição dos líderes empresariais em investir na resiliência de suas cadeias de suprimentos. Em média, os CEOs norte-americanos afirmaram que aceitariam um aumento de 17% nos custos de fornecedores terceirizados para garantir essa resiliência. Um impressionante 70% dos entrevistados indicaram que estariam dispostos a aceitar um aumento de 11% ou mais, evidenciando uma mudança de mentalidade em relação ao gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos.
Quando questionados sobre como financiar esses aumentos de custos, 38% dos CEOs disseram que implementariam medidas de redução de custos, enquanto 36% afirmaram que repassariam os aumentos de preços aos clientes. Além disso, 27% dos entrevistados indicaram que absorveriam os custos por meio de margens reduzidas, o que demonstra uma preocupação com a manutenção da competitividade, mesmo diante de pressões financeiras.
Os CEOs também identificaram as principais ameaças financeiras para suas cadeias de suprimentos. A maior preocupação, citada por 30% dos entrevistados, foram os conflitos e tensões geopolíticas, seguidos por tecnologias emergentes e metas de sustentabilidade, cada uma com 20%. Isso sugere que, embora a inovação tecnológica seja vista como uma oportunidade, também é considerada uma fonte de risco que pode desestabilizar operações.
Outro ponto crítico levantado pela pesquisa é a cibersegurança. Quase metade dos CEOs (47%) relatou ter enfrentado uma interrupção na cadeia de suprimentos devido a um incidente cibernético nos últimos 24 meses. Além disso, 37% acreditam que uma parte significativa da receita estaria em risco caso um fornecedor-chave fosse alvo de um ataque cibernético. Apesar dessas preocupações, muitos CEOs ainda carecem de visibilidade em tempo real sobre os riscos cibernéticos, com apenas 39% afirmando ter realizado um teste de estresse de resiliência cibernética completo em seus fornecedores críticos no último ano.
Esses dados ressaltam a necessidade urgente de as empresas adotarem estratégias mais robustas para mitigar riscos e garantir a continuidade dos negócios. A resiliência na cadeia de suprimentos não é apenas uma questão de gerenciamento de custos, mas uma questão estratégica que pode determinar o sucesso ou fracasso de uma organização em um ambiente de negócios cada vez mais volátil. Com a disposição dos CEOs em investir mais em resiliência, o futuro da cadeia de suprimentos pode se tornar mais seguro, desde que as empresas estejam dispostas a implementar as mudanças necessárias para enfrentar os desafios que estão por vir.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Supply Chain Quarterly.
Ler matéria original em Supply Chain Quarterly →#tecnologia#Cadeia de Suprimentos#Resiliência#Cibersegurança#Tensões Geopolíticas
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