Nova concessão da Régis Bittencourt prevê R$ 7,2 bilhões, mas transportadoras cobram obras nos gargalos
Leilão vencido pela EPR prevê 69 km de duplicações e melhorias na BR-116 entre São Paulo e Curitiba; setor pede prioridade para trechos críticos e fiscalização sobre a execução do
12 de agosto de 2026, 18:07·Brasil

A nova concessão da rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, promete investimentos de R$ 7,2 bilhões em obras de duplicação e melhorias ao longo de 69 km da BR-116. O leilão, vencido pela empresa EPR, é visto como uma oportunidade crucial para resolver os problemas de infraestrutura que afetam o transporte de cargas na região. No entanto, representantes do setor de transporte expressam preocupações sobre a necessidade de priorizar trechos críticos e garantir uma fiscalização efetiva sobre a execução do contrato.
O trecho da BR-116 é uma das principais rotas de escoamento de mercadorias entre os estados de São Paulo e Paraná, e as condições atuais da estrada têm gerado sérios gargalos logísticos, aumentando o tempo de viagem e os custos operacionais para as transportadoras. Os empresários do setor pedem que as obras sejam iniciadas imediatamente, especialmente em áreas onde a demanda de tráfego é mais intensa e onde acidentes são frequentes devido à falta de manutenção adequada.
Além das duplicações, as melhorias previstas incluem a construção de novas faixas de rolamento, a instalação de dispositivos de segurança e a modernização da sinalização. Essas ações são vistas como essenciais para aumentar a eficiência do transporte rodoviário, que é um dos pilares da cadeia de suprimentos no Brasil. A expectativa é que, com a conclusão das obras, haja uma redução significativa nos congestionamentos e um aumento na segurança dos motoristas.
Outro ponto levantado pelas transportadoras é a importância de um acompanhamento rigoroso da execução das obras. O setor teme que, sem uma fiscalização adequada, os investimentos não sejam aplicados de forma eficiente, o que poderia resultar em mais problemas no futuro. A experiência passada com concessões similares gera apreensão, e os transportadores exigem garantias de que os recursos serão utilizados corretamente e que os prazos serão cumpridos.
A nova concessão também se insere em um contexto mais amplo de investimentos em infraestrutura no Brasil, onde a necessidade de modernização das estradas e rodovias é cada vez mais urgente. Com o crescimento do comércio e a demanda por transporte de cargas, a melhoria das condições das rodovias se torna um fator crítico para a competitividade do setor. A expectativa é que, se bem executadas, essas obras possam não apenas aliviar os gargalos logísticos, mas também impulsionar a economia local, gerando empregos e facilitando o acesso a mercados.
Nos próximos meses, o setor acompanhará de perto os desdobramentos dessa concessão e as ações da EPR. A pressão por resultados rápidos e efetivos será constante, e a resposta do governo e da empresa será crucial para a confiança dos transportadores na capacidade do Brasil de melhorar sua infraestrutura rodoviária.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#logística#transporte rodoviário#carga#infraestrutura#Régis Bittencourt#duplicação
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