Dependência Rodoviária e Avanços em Concessões Marcam Giro Semanal da Infraestrutura
Dependência rodoviária: As rodovias continuam a concentrar 65,8% de toda a movimentação de cargas do país — índice expressivamente superior aos padrões de nações continentais como
10 de agosto de 2026, 21:16·Brasil

O Brasil continua a ser fortemente dependente do transporte rodoviário, que representa 65,8% de toda a movimentação de cargas no país. Esse índice é significativamente superior ao de países como Estados Unidos (43%), China (35%) e Austrália (27%), o que ressalta a necessidade urgente de diversificação dos modais de transporte, especialmente através do fortalecimento da malha ferroviária e hidroviária. Essa dependência excessiva do modal rodoviário não apenas eleva o Custo Brasil, mas também torna o sistema logístico mais vulnerável a problemas como congestionamentos e custos elevados de manutenção de estradas.
Para mitigar esses desafios, o governo brasileiro e o mercado de capitais têm buscado alternativas de financiamento. Em um cenário de restrições fiscais, as emissões de debêntures incentivadas superaram R$ 177 bilhões, com aproximadamente 35% desse montante destinado a projetos de transporte e logística. Essa movimentação no mercado de capitais é vista como uma solução viável para financiar a infraestrutura necessária para melhorar a eficiência do transporte de cargas no Brasil.
Além disso, o segundo semestre de 2026 promete ser um marco para o setor, com uma agenda robusta de leilões de concessões. Entre os projetos destacados estão a concessão da BR-163, um eixo vital para o escoamento do Arco Norte, orçado em R$ 10,42 bilhões, e a Rota do Pequi, que abrange importantes rodovias entre Goiás e o Distrito Federal. O setor ferroviário também não fica de fora, com preparativos para o leilão da EF-118, que conecta o Rio de Janeiro ao Espírito Santo, e um modelo inovador de chamamento público para o Corredor Minas–Rio, previsto para ser lançado em dezembro.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) confirmou que pelo menos dois leilões de ferrovias estão agendados para dezembro de 2026, incluindo a licitação da EF-118 e um chamamento público para a devolução e relicitação de trechos da Ferrovia Centro-Atlântica. Essas iniciativas visam desatar nós burocráticos e facilitar a participação do setor privado na operação e manutenção das ferrovias.
Entretanto, o ambiente corporativo enfrenta desafios, como impasses contratuais em portos e disputas tributárias que afetam diretamente os custos de combustíveis e energia. Esses fatores são considerados críticos por investidores e operadores, pois podem comprometer o ritmo das concessões e levar a judicializações que paralisem projetos em andamento. O sucesso das futuras concessões depende, portanto, de um ambiente regulatório estável e de segurança jurídica para atrair investimentos e garantir a continuidade das operações logísticas no Brasil.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Revista Modal.
Ler matéria original em Revista Modal →#logística#transporte rodoviário#infraestrutura#concessões#mercado de capitais
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