GXO prevê maiores lucros com mudança do varejo e e-commerce para B2B
A GXO Logistics está mudando seu foco de varejo e e-commerce para B2B, visando setores como aeroespacial e tecnologia, com ênfase em IA e robótica.
06 de agosto de 2026, 18:13·Estados Unidos

A GXO Logistics, um dos principais provedores de logística contratada, está se preparando para uma transformação significativa em sua estratégia de negócios. Com quase cinco anos desde sua separação da XPO Logistics, a empresa está mudando seu foco de aquisições de empresas menores para um crescimento mais orgânico, especialmente em setores lucrativos como aeroespacial e defesa, ciências da vida e dispositivos médicos, além de tecnologia e centros de dados. Essa mudança de direção visa reduzir a dependência da GXO em relação ao varejo, e-commerce e bens de consumo, que atualmente representam 70% de sua receita.
O CEO da GXO, Patrick Kelleher, destacou que a empresa já possui as capacidades necessárias para atender a esses novos mercados, graças a aquisições anteriores de especialistas em logística, como a Wincanton. A empresa acredita que, ao alavancar essas especializações, poderá aumentar significativamente sua receita proveniente de negócios B2B. Durante uma entrevista, Kelleher mencionou que a GXO está em uma posição favorável para melhorar sua performance e reduzir a diferença de margem de lucro em relação a outros provedores de logística terceirizada (3PL).
No último relatório de resultados do segundo trimestre, a GXO apresentou números que atenderam às expectativas do mercado, incluindo um lucro ajustado por ação de $0,59 e um EBITDA ajustado de $219 milhões. O crescimento orgânico de 3,4% foi um sinal positivo para os investidores, que agora esperam que a empresa acelere seu crescimento e melhore sua margem de lucro.
Uma das estratégias para alcançar esse crescimento inclui um foco crescente em inteligência artificial (IA) e robótica. A empresa está investindo em tecnologias que podem ajudar a mitigar a escassez de mão de obra nos armazéns, atraindo trabalhadores que têm interesse em tecnologia. Kelleher mencionou que já observaram um aumento de 50% na produtividade com o uso de um agente de IA para otimização de rotas de coleta. Além disso, os robôs equipados com tablets ajudam os trabalhadores a visualizar os produtos corretos a serem coletados e a seguir instruções de fluxo de trabalho.
Contudo, a GXO pode enfrentar desafios devido a uma nova política comercial da Casa Branca que impede empresas americanas de adquirir robôs fabricados no exterior, como humanoides e veículos autônomos. Analistas alertam que essas novas regras podem dificultar a adoção de tecnologias que se tornaram populares para tarefas de armazém, como os veículos autônomos móveis (AMRs) e os veículos guiados automaticamente (AGVs). Essa situação pode representar um obstáculo significativo para a GXO e outras 3PLs que buscam modernizar suas operações e aumentar a eficiência através da automação e inovação tecnológica.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por DC Velocity.
Ler matéria original em DC Velocity →#Cadeia de Suprimentos#inteligência artificial#Robótica#GXO Logistics#B2B#Logística Contratada
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